Ansiedade e outras drogas

É coisa demais, vontade demais, compromissos demais, estresse demais
Tempo de menos.
É como se a vida fosse andar numa corda bamba, da qual você não pode cair
mas tá ali andando apavorada quase, quase caindo, quase.

E tem que andar e sorrir e sair e se divertir e ser “normal”
porque se não, “é bobagem” “é frescura sua”

Daí todos te vem só quando você sorri.
Quando você some, quando não dá notícias e apenas comenta:
“ah, fiquei doente”
“tou com enxaqueca”
ou simplesmente “ah não pude ir”
ninguém percebe que vocês está na verdade se escondendo.

Sua máscara caiu e você não quer e nem deve deixar todo mundo ver a ausência dos seus dentes
quase perfeitos aparecendo entre os lábios com batom.
Porque você não quer batom, você não quer sorrir, você não quer.

É tudo muito e você é pouco
E tudo tá andando
Mas você quer que ande logo
No seu ritmo
No seu pensamento acelerado.

Você lê com o pensamento no compromisso do lado
No colega do lado
Na mosca do lado
Quantas horas vive uma mosca?
Não. Tenho que estudar.
E pagar minhas dívidas mas o dinheiro do trabalho, dos freelas, das vendas das coisas que eu não uso, não dá.

E as pessoas cobram e você dá o seu melhor e elas cobram e o seu melhor parece estar indo devagar demais.
Então você come, ou não come. Ou come, mas, o que não deveria.

E esquece de pagar a conta e cortam a luz.
Ou paga a luz e esquece de pagar o IPTU
Ou faz a unha e lembra que o dinheiro era pra pagar o cartão de crédito do Itaú

E você pensa em tantas coisas simultaneamente que, com certeza,
isso deveria ser considerado um super poder
Mas não finaliza
então você bebe e depois não quer mais. Então para
você fuma, traga e quer parar, não para e continua
Começando as coisas e não terminando
Lendo e não se concentrando
Pisando mas flutuando
em seus pensamentos.

Então, um dia, alivia.
Ritalina, que tira aquela agonia.
Mas é droga, mas vicia, comentários de quem não tem nem um pingo de empatia.
As coisas melhoram mais interna do que extarnamente.
O desempenho em tudo, concentração que não existia.

A ansiedade perdura com conclusões de pensamentos.
Entaõ, ritalina, bem-vinda, nova amiga.

Post Author
Catherine Aviles
Estudante de publicidade, chocólatra e estouradinha. Escreve como válvula de escape do dia a dia (porque comer engorda!). Ama animais e acredita no amor "pra vida toda" (Tipo aqueles da Disney). Romântica enrustida, na vida real parece ser um molequinho mas tem um coração bonzinho. Suas paixões: Comida, viagens, comida, pessoas com conteúdo, comida, homens de sorriso lindo <3 (ah ela também gosta muito de falar, não sabe ser sintática nas coisas e continua escrevendo por que quem fala muito, escreve muito, tipo uma tendência, sabe?) GOSTA DE BOSSA NOVA E MPB, também dá umas arrochadas de vez em quando.

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