O amor sempre chega

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Às vezes me sinto tão boba em gostar de alguém assim. Logo eu que sempre vivi da melhor forma sozinha e que nunca tive a necessidade de ter um outro alguém pra que fosse completa. Ora, eu sempre fui completa. Nunca esperei o amor na esquina, como daquelas que sonham em encontrar o seu príncipe encantado ao caminhar até a padaria. Sempre fui distraída e creio que essa distração me fez conhecer o melhor de mim e o melhor que poderia ter para mim.

Telespectadora de relacionamentos alheios, tive inúmeras vontades de nunca ter relacionamentos assim. Cheios de sofrimento. Eles chamavam de amor, porém em minha concepção o amor é algo que nos faz feliz, por que eles estariam a sofrer?! As vezes me imagino casando, numa igreja enfeitada com rosas brancas, um tapete vermelho até o altar, e lá, no altar, o grande amor da minha vida. Aquele homem que me escolheu para ser sua para sempre. Aquele homem que me escolheu para ser mãe dos seus filhos. Um ou dois, três ou quatro. Quantos Deus mandar. Se foi Deus quem o pôs em minha vida, será Deus que escreverá o nosso destino daqui pra frente.

Ás vezes me sinto mal por ter um sentimento de desconfiança onde deveria só haver amor. Um relacionamento na base do “e se” não valerá de nada a não ser que seja passageiro. Porém, nem os passageiros iriam permitir desconfiança. Confiar é base de algo duradouro. Por isso confio em nele, mais do que a razão manda, só que nesse jogo, o coração fala mais alto e deixo a razão pra quando não houver mais razão.

Sinto-me feliz em viver algo antes nunca vivido. Encorajo-me para cada dia vencer o medo de me arriscar. Quero viver o que tiver de viver sem pensar que um dia possa chegar ao fim. O que mais vale são os momentos em que vivemos com pessoas que de uma hora pra outra torna-se nossas vidas e não conseguimos mais nos imaginar sem elas.

Post Author
Bianca Rocha
Aquariana e bipolar, moça da cidade mas que passou a maior parte da vida na interior. Hoje, depois de muitos desencontros com o que seguir profissionalmente, estuda jornalismo e gosta de ouvir histórias iguais as que o seu pai contava quando ela era pequena.

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