O meu calado sofrimento

Algum dia apagarão de mim tudo aquilo que cala o meu cotidiano. Devolveram as forças das minhas ondas e a leveza do meu vento. Meus sentimentos tornaram-se alheios e apedrejados por palavras auxiliadoras de destruição. Se um dia você reconhecer a sua contribuição tente reverte-la, mas para o bem. Talvez o bem seja uma espécie de mecanismo que nos torne melhor ou, pelo menos, tente. Porei gasolina em meus dias para qualquer faísca causar uma explosão e modificar o que todos acham de mim, ninguém. Serei ninguém! Bastam apenas sentimentos para eu ser feliz, basta apenas desapego para eu ser feliz, basta apenas alguns passos para eu ser feliz. Amor próprio? Sim ou não. Talvez seja um questionamento jamais respondido. Mas a única certeza que resta em mim é que as dores sentidas não são maiores que as sofridas num dia chamado “aniversário”. Complicado, mas real! Desviarei meus pensamentos para longe de tudo que me vincule a momentos que sejam familiares, ou seja, patéticos e falsos. Não alimento aquilo que me destrói, eu elimino de mim o amor e passo a enxergar com a razão. Aquela que beneficia o meu ego e reduz os outros a qualquer figurante na minha história. Toda atenção é voltada para mim. Represa de amarguras e dores, de palavras e desafetos, de solidão e traumas. Pararia no tempo e observaria toda a minha história. Desde a frustrante data que marca uma merda de história: a minha. Não é um desabafo, é uma crônica. Depressão? Talvez, mas não. Tenho maturidade para assumir que uma xícara com café, cigarros na orelha e pensamentos distantes são coisas que correspondem o meu desejo oculto e que viabilizam uma mudança em mim. Mudança essa que faz com que todas as borboletas que há dentro de mim sejam queimadas e transformadas em cinzas. Posso sentir que a minha dor me fortalece e que os outros me enfraquecem com seus questionamentos e suas formas de visualizarem que eu, meu eu, é incomum e sem raciocínio logico. Gosto dessa confusão mental que me abriga e que me faz entender que a diferença que há em mim é a verdadeira essência da minha existência fútil e sagaz.

Post Author
Murilo Ferreira
Seminarista em Teologia que traz consigo uma fixação por aconselhamento pessoal com ênfase na parte sentimental. Suas paixões são divididas em duas partes: As concretas — Deus e Família, e às abstratas — Viagens, Praias e tudo aquilo que envolve o auxílio ao próximo. Criador de uma FanPage denominada de Eterno Amor Meu na rede social Facebook.

DEIXE SEU RECADO USANDO UMA DAS REDES SOCIAIS

Ancorada no Instagram

Junte-se a nós no Instagram