Sobre o amor próprio

sorrir

Dentro de mim, depois de quatro relacionamentos, totalizando sete anos de experiências, muitos sorrisos e muitas lágrimas também, consegui aprender algo que considero fundamental na essência da vida. Temos o amor que acreditamos merecer. Sim. Assim como só conseguimos fazer aquilo que acreditamos ser capazes. Se você acredita merecer mais, sempre estará a procura do melhor, com toda a paciência e tranquilidade do mundo, sem desespero de ficar sozinha. Se você acredita que merece um amor morno, daqueles que faltam o respeito nos momentos de raiva e depois fica tudo bem, então é isso que você merece. Aprendi que quando percebermos que somos boas demais para pouca coisa, só ai, só nesse momento não nos contentamos com qualquer um, com amores vazios e noites regadas de lembranças esquecidas. Lembranças que não preenchem nada.

Já fui daquelas que ficavam tentando preencher vazios com outros vazios e acabava me perdendo em  mim mesma, em meus devaneios de amoricos desnecessários que eu achava essencial.

Sabe, quando você acha o amor próprio, só quando começa a se amar de uma forma que parece as vezes surreal, você percebe que não é pra qualquer um tocar seu corpo, entrar na sua intimidade e se deliciar lá dentro. Só quando você percebe que você está cheia de si, cheia de você mesma e não de outros querendo te moldar, você se da conta que no final, que bem nesses quase 30 que você tem o importante mesmo é o tocar de duas almas que se transbordam, não que se complementam. Que o café da manha, com um misto quente do lado daquela mesma pessoa que você vem acordando faz uns 525 dias, vale mais do que acordar com pensamentos meio perdidos, cheiro de álcool, correndo com a roupa de ontem pra sair antes das 9, pra não pagar hora extra do per noite.

As apreciadoras do sexo casual que me desculpem, mas de casual mesmo só os percalços da vida. Pra mim, gostoso mesmo é o tesão matutino que você sente por aquele corpo não tão perfeito, mas que vem acompanhado de um caráter que só de pensar te excita.

Post Author
Catherine Aviles
Estudante de publicidade, chocólatra e estouradinha. Escreve como válvula de escape do dia a dia (porque comer engorda!). Ama animais e acredita no amor "pra vida toda" (Tipo aqueles da Disney). Romântica enrustida, na vida real parece ser um molequinho mas tem um coração bonzinho. Suas paixões: Comida, viagens, comida, pessoas com conteúdo, comida, homens de sorriso lindo <3 (ah ela também gosta muito de falar, não sabe ser sintática nas coisas e continua escrevendo por que quem fala muito, escreve muito, tipo uma tendência, sabe?) GOSTA DE BOSSA NOVA E MPB, também dá umas arrochadas de vez em quando.

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