Um dia a gente cansa

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Certo dia conversando com uma amiga, ela me perguntou como que estava meu coração. Na brincadeira, respondi que estava batendo. Porém eu bem sabia qual era a intenção dela com aquela pergunta. Há alguns meses vinha sofrendo de amor. E você vem e me pergunta: se você estava sofrendo, não era amor. É.. Pode ate não ter sido o amor da minha vida, mas eu considerei como. O amor é uma palavra tão bonita para ser ligada a um sentimento ruim… Voltando a conversa com a minha amiga. Ela queria saber se eu já tinha esquecido o tal amor. Respondi com muita calma e sem lágrimas nos olhos que estava me curando. Curando uma ferida que deixaram em meu peito. Um amor que foi bom enquanto durou, mas que desandou e se perdeu no meio do caminho. Quando a gente “sofre de amor” achamos que estamos doentes e que nada mais serve e  que essa dor nunca irá passar. Só que um dia cansa. Cansamos de bater na mesma tecla, tentando consertar algo que na visão de muitos não tem mais conserto.

Ninguém nunca morreu de amor, não serei a primeira a quebrar essa regra. Amei muito ele, mas o amor próprio sempre tem que falar mais alto. Quando falamos de amor, nos  referimos, antes de tudo, ao amor próprio. É nele que temos que dá prioridade. Às vezes nos esquecemos que ele existe e pensamos numas bobagens que não tem como evitar, mas quando o recuperamos, é algo incrivelmente lindo. Voltamos a parar de nos preocupar se aquela pessoa está ou  não pensando na gente na mesma intensidade que pensamos nela. Passamos a pensar no que fazer sozinha no próximo final de semana e paramos de planejar saídas com pessoas que desmarcam aos 45 minutos do segundo tempo.

Hoje não procuro ninguém e nem quero que ninguém me ache. Quero viver esse momento de amor próprio junto ao meu eu. Quero ir ao  cinema sozinha, rir de minhas próprias piadas em graça, escutar meus CDs preferidos, ler meus livros, planejar bobagens, comer besteiras e escrever para aliviar as dores que insistem em aparecer nas madrugadas da vida.

Post Author
Bianca Rocha
Aquariana e bipolar, moça da cidade mas que passou a maior parte da vida na interior. Hoje, depois de muitos desencontros com o que seguir profissionalmente, estuda jornalismo e gosta de ouvir histórias iguais as que o seu pai contava quando ela era pequena.

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